segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Um comentário :

Na vida real, os amores não são como nos conto de fadas. A pessoa escolhida para ser amada é bem concreta, com defeitos e qualidades.
Aos quinze anos, espera-se que o príncipe encantado venha montado num cavalo branco. Aos vinte, a exigência torna-se menor: o cavalo pode ser pardo. Aos vinte e cinco, admite-se a possibilidade de que o cavalo nem é mais necessário. Pode vir num jegue mesmo (deixando claro, que não gosto de jegue)!
e aos vinte e sete?
o que fazer?
o que esperar?

Ter mais de uma opção faz com que o coração se divida para exercer a escolha. É mais ou menos isso que o nosso coração experimenta quando ele tem que escolher alguém a quem vamos dedicar os nossos afetos. E você não pode negar que, de alguma forma, você participa deste grande leilão de amores, onde prevalece a lei da oferta e da procura: às vezes, você se oferta: às vezes, você procura: outras, entra em liquidação. E assim vai.
Isso não tem em feito bem, já que, deixando claro aqui, se minha vida amorasa não anda fluindo bem, nada mais no mundo anda direito pra mim. Meus sonhos existem... tão aqui oh!, bem dentro de mim, guardadinhos... expor? não... a vida é real e, por ser real, os cavalos não são tão brancos, os príncipes não são tão belos, as princesas as vezes são feias e os finais não são tão felizes assim.
No momento em que percebemos a diferença entre o sonho e a realidade, descobrimos que o amor que pensávamos que tínhamos pelo outro, na verdade não passava de uma projeção de carência e idealizações.
O problema é que, na projeção de nossas necessidades, cega a gente para o real, para o verdadeiramente possível. Com isso, passamos a esperar o que não existe, o que não se dará justamente por estar fora do horizonte de nossas possibilidades.
Cavalos brancos são muito raros nos dias de hoje. É mais fácil o meu príncipe chegar num fusquinha, modelo 89. E cá estou eu... não estou presa em nenhuma torre envolvida por uma atmosfera de encanto, tô aqui, atrás de um computador, esperando algo me acontecer... talvez um "que seja eterno enquanto dure" ao invéz de um "felizes para sempre", já que a idade começa a me deixa desiludida com essa coisa que acreditava que existia, AMOR!

Um comentário :

Roberta Maia disse...

Dona Lela, dona Lela...principes não existem, e nem princesas...espero que você encontre o cara:
Que te ame e que você também ame;
que seus defeitos e os deles se harmonizem,
E que você seja muito felizzzz!!!

Muita LUZ!!!